15 de fevereiro de 2019

Enquanto estive fora

Eu sei, eu sumi! Passei um mês e meio à 85km longe de Florianópolis - minha cidade natal e onde eu moro -, e ainda - pasmem! - sem internet. Sol, areia, lagoa, pesca, água, siri, vídeo game, risadas, madrugadas, maracujás, bolas de tênis perdidas no meio da mata, beijo na chuva, abraço na alma, bolo quentinho e sorriso sincero. Isso é um pouco do que aconteceu enquanto estive fora. À seguir, os meus mais sinceros sentimentos do que aconteceu nos últimos tempos. Espero que gostem, e que de certa forma, esse texto edifique a vida de quem leia. Não porque eu sou alguém incrível mas sim, porque eu sigo alguém incrível, e esse alguém é Jesus. Se não fosse por Ele, nem metade dessas coisas teriam acontecido. E esse texto que vocês lerão, nem sequer existiria.

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Enquanto estive fora. Fora, enquanto estive. Estive fora... quando? Enquanto precisei estar fora.
Dei-me um tempo. Sim, é isso que você leu. Pela primeira vez em praticamente dez anos, dei-me férias do blog. Desliguei-me de todas as redes sociais, e vivi. Vivi intensamente. Vivi como nunca havia vivido antes.

Deus tinha um programa de cura sobre a minha vida. Por muito tempo Ele tentou operar, e eu mantive tudo nas minhas mãos. Eu sempre quis ter o controle de tudo.

Comecei entregando algumas áreas da minha vida ao Senhor e quando vi... Havia me entregado por completo! Deixei o Criador cuidar e realizar seus planos em mim. Deixe-o me curar. Deixei-o operar. Afinal, a vida e as pessoas deturparam em mim quem eu era, e hoje, o Criador de toda a vida tem total liberdade de colocar cada peça no lugar, de me devolver a minha real essência - aquela que tentaram tirar de mim, que tentaram me convencer de que não era boa o suficiente, que por vezes tentaram a mudar. Mas acontece, que meu Criador é amoroso com toda sua obra. Entreguei-me por completo! E a partir de então, tudo voltou a ser o que sempre deveria ser.

Nessas férias, voltei com meu cabelo natural. Não só o cabelo era natural. Mas o sorriso era. Mas as palavras eram. Mas as lágrimas eram. As gargalhadas, eram.

Voltei a pintar também. Lembro-me da primeira pincelada após nove longos anos.

Voltei a amar. Voltei, a genuinamente, amar alguém.

Voltei a fotografar. Não com a câmera rápida do smartphone, mas com todo aquele trabalho que só a câmera proporciona.

Voltei a tocar. Não voltei a fazer música com o violoncelo - por enquanto! - mas voltei com o violão. Voltar a ter as cordas nas pontas dos dedos foi transformador e amável.

Voltei a viver. Enquanto estive fora, voltei a viver! Voltei a ter alegria por viver, por fazer as coisas, e por ser quem sou. Reaprendi a viver o mundo lá fora, para que, então, somente então, eu volte a compartilhar minha vida no mundo da internet. E tá tudo bem.

A vida não pautada, é linda. Planejar-se faz bem, eu concordo! Mas viver despretensiosamente tem a sua beleza. A vida é surpresa seguida de surpresa. Imprevisto atrás de imprevisto. Não há como ter tudo na palma da mão, mas tem como ver tudo com coração. "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

Sendo diferente dos seus planos ou não... o que vier... viva! Antes que seja tarde demais.

E é lindo como o roteiro que Deus tem para a nossa vida é - não por vezes, mas sempre - melhor do que aquele que insistimos em escrever. Eu, escritora que sou, cismei em escrever a minha própria história. Mas hoje eu reconheço que o Autor tem histórias, capítulos, páginas e cenas melhores do que qualquer uma que eu poderia tentar escrever.

Enquanto estive fora, perdi a conexão da internet mas me conectei com aquilo que é de mais precioso: quem realmente sou. Enquanto estive dentro de mim, tentei acessar àquela essência que o Criador me presenteou.

Enquanto estive fora, estive aqui dentro.

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