18 de julho de 2018

Doce luz de Viena


Viena nunca esteve nos meus planos. Não mesmo! Aliás, a maioria dos destinos nunca foram esperados por mim. Quando fui para Europa pela primeira vez, nunca esperei voltar no continente. Agradeci imensamente a oportunidade quando estava voltando da minha primeira vez por lá, com o sonho de pisar novamente em terras européias - mal eu sabia que isso aconteceria outras duas vezes. E a vida é assim, cheia de surpresas.

A gente nunca sabe o que esperar do amanhã. Na verdade, a gente até espera coisa ou outra. Idealiza uma coisinha aqui, outra ali. Uma parte até sai como planejado, admito... Mas sempre há uma infinidade de coisas que nos esperam no futuro e a gente nem imagina.

Viena foi uma dessas coisas. Nunca imaginei conhecer - e sentir - esse país tão pequeno da Europa: a Áustria. Mais encantador do que conhecer um país, e senti-lo. Conhecer muitos conhecem, mas sentir... poucos são aqueles que sentem!

É preciso ter muita sensibilidade para não apenas viajar no lugar, mas sim, sentir a essência do lugar. Quando viajo, eu sinto que cada rua conta uma história diferente, guarda amores distintos, esboça poesia e é capaz de encher os olhos - de quem nunca passou por ali.

Talvez viajar seja isso: ver com ternura lugares que talvez você nunca mais veja. Oportunidade única: aqueles segundos são os únicos nos quais você gastará em determinado local - perante toda a eternidade da sua existência. Viajar é sair da rotina. Um lugar que é tão encantador para mim, talvez seja ultra comum para um morador. Talvez onde eu more, seja encantador para quem veio de longe. E nessas idas e vindas, que saibamos viajar em todo lugar que é novo e não rotineiro.

Que saibamos viajar na alegria de registrar a efemeridade de um segundo. Que saibamos viajar ao registrar uma simples memória. Registramos a doce luz de Viena, e se me permitirem, deixa eu compartilhar um pouco do que fizemos com toda essa luz:

























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